Em meio ao Setor Sul, duas gigantescas caixas d’água serviram à cidade por décadas. Quando o fluxo secou nos anos 1980, o concreto não ficou vazio. Sob o silêncio da ditadura, o esquecimento virou o esconderijo perfeito: carros sem placa na calada da noite, sombras conduzidas no escuro, testemunhas encurraladas pelo medo e segredos trancados sob a terra.
Anos depois, o espaço renasceu como o Centro Cultural Martim Cererê, coberto de arte, luz e vida. Mas nem a tinta mais viva apaga o tom do passado. Baseado em relatos reais e vestígios que o tempo não conseguiu destruir, esta história revela o que ficou impregnado naquelas paredes.
Porque a água evapora, mas a memória não. E o concreto ainda sussurra a verdade.
| Número de páginas | 108 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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