Esses poemas são um jeito de mostrar o que existe dentro de mim: o que eu vejo, o que eu sinto e o que eu não consigo falar olhando nos olhos de ninguém. Desde cedo eu tive a impressão de que a felicidade dura pouco; depois que ela passa, o mundo continua, mas alguma coisa fica sem cor. A gente ri, trabalha, faz planos, mas lá no fundo sobra um vazio que não se encaixa em nenhum horário da agenda. Para mim, o poeta é aquele que não consegue fingir que está tudo bem. Enquanto muita gente corre para se distrair, ele é obrigado a olhar para dentro. Vê o cansaço escondido nos sorrisos, a solidão no meio da multidão, o medo por trás das piadas. Não porque seja melhor do que ninguém, mas porque não consegue se anestesiar como o resto. Este livro nasceu dessa sensação de não pertencer muito a lugar nenhum, de preferir às vezes a solidão porque é raro encontrar quem tope descer à mesma profundidade. Aqui você vai encontrar um “amor” que muitas vezes é só carência com outro nome, pessoas usando pessoas para fugir do próprio vazio, uma beleza que envelhece e é trocada como se nunca tivesse tido valor, rotinas vazias que a gente insiste em chamar de vida normal. Vai encontrar também a dor, o sofrimento e a presença constante da morte: não só a morte física, mas o medo de chegar ao fim e perceber que passamos os dias apenas empurrando a vida com a barriga.
| Número de páginas | 60 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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