Dizem que a infância é um solo sagrado, um território onde a maldade não consegue criar raízes. Gostamos de acreditar que o olhar de uma criança é um espelho limpo, capaz de refletir apenas a pureza que o mundo ainda não corrompeu. Mas, e se o espelho estiver quebrado por dentro?
Em Desejos Ocultos, não somos apresentados a uma história sobre a perda da inocência, mas sim sobre o que nasce no vácuo deixado por ela. Quando o sangue mancha o chão de uma casa que deveria ser um refúgio, as máscaras sociais começam a derreter.
Emma, com apenas dez anos, nos obriga a encarar uma pergunta desconfortável: o que acontece quando o "monstro" não está debaixo da cama, mas sentado à mesa de jantar, com um rosto de anjo e mãos pequenas? E, mais do que isso, qual é o limite do amor materno? Até onde uma mãe é capaz de ir para acobertar o rastro de destruição de quem ela mesma gerou?
Ao longo destas páginas, você entrará nos corredores das mansões da elite paulistana — lugares onde o brilho do luxo serve apenas para ofuscar o cheiro da decadência moral. Entre os Darkila, o segredo é a moeda de troca mais valiosa e a sobrevivência é um jogo de sombras.
Prepare-se para uma jornada onde o sangue não é apenas um laço biológico, mas a tinta que escreve o destino de personagens que já não sabem mais onde termina a proteção e onde começa a cumplicidade.
Afinal, quando a inocência morre, o que sobra é a sobrevivência. E ela não costuma ter piedade.
| Número de páginas | 486 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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