Há um tribunal que não figura em nenhum mapa. Suas paredes são de pedra escura, seus livros não precisam ser abertos, e o tempo, dentro dele, não corre — ele se acumula. É lá que este livro se passa.
No banco dos réus, Baruch Spinoza — o filósofo que foi excomungado em vida e que ousou associar Deus e Natureza. Acusando-o, Francis Bacon — o chanceler inglês que morreu fazendo ciência e que passou a vida construindo uma separação rigorosa entre o domínio da razão e o domínio da fé. Conduzindo a acusação, Voltaire, com suas perguntas que parecem cordiais e cortam como navalha. Conduzindo a defesa, Leibniz — que conheceu Spinoza pessoalmente e passou o resto da vida negando o quanto lhe devia. Presidindo o tribunal, David Hume — ateu, melancólico, e assombrado pela única pergunta que sua razão não consegue encerrar.
No centro do julgamento, uma única questão — simples na forma, abissal no conteúdo: onde está Deus no mundo que a razão está aprendendo a descrever? Uma questão que nenhum dos cinco resolve. Que nenhum leitor resolve. Mas que, depois deste livro, ninguém carregará da mesma forma.
| Número de páginas | 95 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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