Caio Nunes tem vinte e sete anos, conserta aparelhos, estuda à noite e mora com os pais numa casa onde sempre há café, uma reforma adiada e alguém perguntando quem vai lavar a louça. Já era trabalho suficiente administrar uma vida. Então ele começa a viver trechos dela fora de ordem.
Um copo aparece quebrado antes de cair. O pai carrega idades diferentes no mesmo gesto. Uma mulher que Caio acabou de conhecer surge numa intimidade que ela ainda não escolheu viver. Aos poucos, o que parecia uma pane se revela uma capacidade que ele aprende a controlar. Mas cada intervenção altera o que vem depois, e só ele se lembra das vidas que deixam de acontecer.
Enquanto tenta preservar o emprego, as contas e alguma dignidade, Caio descobre que a rotina de sua família interessa a um experimento que prefere pessoas previsíveis. Entender o sistema por trás da anomalia pode lhe dar o controle sobre o tempo — mas decidir o que fazer com ele exige muito mais do que alcançar o futuro.
Diante da eternidade inteira ao alcance das mãos, o verdadeiro teste não é poder mudar tudo: é ter a coragem de ficar no presente e varrer o chão.
| ISBN | 978-65-266-8779-6 |
| Número de páginas | 356 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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