Este livro é a história de uma amizade que não se explica — se atravessa. H. e G. se conhecem na escola, num dia comum que inaugura tudo. O vínculo nasce do riso, do corpo em movimento, da ironia compartilhada e de uma juventude que aprende cedo que crescer não precisa ser solitário. Entre bicicletas, brincadeiras e presença constante, a amizade se constrói como gesto antes de virar memória. A cidade natal ganha vida própria: ruas, cheiros e silêncios moldam uma irmandade que ultrapassa a escola e alcança as famílias. No contraste entre instabilidade e cuidado, H. encontra em G. uma referência de permanência, e ambos aprendem que família também é escolha. A distância chega com os estudos, mas não rompe: estica. Entre cidades, festas e reencontros breves, a amizade se torna quase abstrata, existindo mesmo quando não se vê. O tempo passa de modo desigual — anos voam, tardes ficam. Já adultos, o reencontro acontece em meio a confusões, amadurecimento e dor. Sem heroísmo, um sustenta o outro. Ninguém se salva sozinho. É nesse mesmo tempo que surgem L. e S. O amor não substitui a amizade: amplia. As histórias se somam e o mundo cresce. Por fim, a coincidência: agora vivem na mesma cidade, casados. O livro termina sem fechar, apontando para um futuro incerto e habitável. Uma narrativa delicada, irônica e levemente surreal sobre pertencimento e permanência.
| Número de páginas | 41 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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