Todos guardaram pedaços. Ninguém quis me dar um lugar.
John avançou devagar, sem apontar a arma.
— O que você quer?
— Encontrar quem começou tudo. E não sou Elisa. Não sou John.
As luzes piscaram. Cabos começaram a faiscar.
Marina puxou Laura para trás de um rack de metal.
Elisa procurou um painel no fundo.
— Há um campo de contenção! Mas precisa de dois para ligar!
John correu para um interruptor, Evelyn para o outro.
No instante em que tocaram os botões, Lúcia avançou rapidamente. Ela agarrou o pulso de Evelyn. Um fio cinza saiu da sua palma e tentou entrar na menina.
— Não a toque! — gritou John.
Ele bateu no braço de Lúcia. O fio se rompeu.
O campo de contenção acendeu‑se numa luz azulada.
Lúcia gritou enquanto a névoa saía do seu corpo, sendo puxada para o centro da sala.
Mas um dos racks explodiu. A força do campo enfraqueceu.
— Não segura! — berrou Helena.
Elisa viu uma saída: um compartimento de armazenamento isolado.
— Precisamos empurrá‑lo para lá!
Marina jogou um cobertor metálico que refletia a luz do campo. O fragmento desviou‑se. John e Evelyn avançaram juntos, guiando a névoa em direção ao compartimento.
Quando a massa cinza entrou, Helena bateu a porta e travou com uma barra de aço.
O silêncio voltou.
Lúcia caiu no chão, ofegante, recuperando o próprio olhar.
Mas a porta tremeu.
Não ia aguentar muito tempo.
Elisa olhou para todos, pálida:
— É só uma prisão temporária. Ele vai sair de novo. E há algo que nunca contei:
O fragmento sabe o nome da única pessoa
| Número de páginas | 133 |
| Edição | 180 (2022) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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