Era uma noite fria de inverno.
No fundo de uma enfermaria fracamente iluminada por lamparinas tremeluzentes, jazia um soldado negro, que chegara ferido do campo de batalha. Estava envolto em panos sujos de sangue, escondendo as terríveis feridas obtidas na contenda brutal que era a Guerra do Paraguai.
Isidoro era seu nome.
Isidoro havia chegado há pouco tempo, vindo de Tuiuti, onde teve participação na batalha mais sangrenta da Guerra do Paraguai, junto com companheiros Voluntários da Pátria.
Isidoro ficou gravemente ferido quando foi atingido, na perna direita, por estilhaços de uma bala de canhão, durante a batalha, e trazido para o acampamento brasileiro de Passo da Pátria.
Deitado em uma maca na enfermaria improvisada, no hospital de campanha, nos momentos de solidão, Isidoro só pensava em como seria sua vida quando, e se, voltasse para a escravidão em Pernambuco.
Sem saber como seria seu futuro, pensava no seu passado, na sua Angola natal, antes de ser escravizado.
Este livro foi escrito como um resgate do papel desempenhado pelos negros escravizados, no exército brasileiro, na Guerra do Paraguai. Por arte do destino, estes escravos foram vendidos pelos seus senhores para constituírem o corpo do Voluntários da Pátria, sendo alforriados em troca de dinheiro ou de título nobiliárquico, livrando quer o dono do escravo, quer algum dos seus filhos, de ir para a guerra. Constituindo um número expressivo dos soldados de frente, estes escravos-soldados desempenharam um papel ex
| ISBN | 9786552785541 |
| Número de páginas | 232 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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