Lia tem onze anos e uma família que, segundo ela mesma, é provavelmente a mais complicada do mundo. Seu avô Antônio, aposentado dos Correios, guarda histórias que quase nunca conta. Helena, sua mãe, professora universitária, parece saber explicar tudo — menos o próprio filho. JP, seu pai, carrega a lembrança de uma carreira no futebol que nunca chegou a acontecer como sonhou. E Miguel, seu irmão, vive fechado em um mundo que Lia ainda não consegue compreender.
Entre a escola, as amizades, os jogos, as descobertas e sua crescente paixão por K-pop e photocards, Lia começa a perceber que as pessoas são muito maiores do que os rótulos que recebem. Preguiçoso, forte, fraco, vencedor, fracassado, inteligente, problemático: talvez nenhuma dessas palavras consiga contar uma pessoa inteira.
Enquanto tenta entender sua família, Lia também começa a descobrir algo sobre si mesma. Ninguém escolhe completamente aquilo que recebe da família, da sociedade, da época em que nasce ou das pessoas que encontra pelo caminho. Mas isso também não significa que esteja condenado a repetir tudo o que recebeu.
Entre perguntas que os adultos nem sempre sabem responder e pequenas descobertas do cotidiano, Lia começa a construir sua própria maneira de olhar para o mundo.
Uma história sobre crescer sem ter todas as respostas, sobre as marcas que recebemos dos outros e sobre a liberdade possível de transformar aquilo que herdamos.
Porque, afinal, talvez crescer não seja descobrir quem somos de uma vez.
| Número de páginas | 124 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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