“Ao Verme que primeiro roeu as frias carnes do meu Raciocínio, dedico estas Memórias — que não são de um mestre, mas de um Defunto.”
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Se esperas afagos, fecha este Livro. A Cortesia é uma linha curva. A Verdade, uma Reta implacável.
Nas estantes dos vivos, a Ciência é asséptica, forjada em mármore e ídolos de gesso. Mas a Eternidade, meu incauto mortal, é um tribunal onde a Vaidade não prescreve.
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Em Memórias Póstumas da Razão – O Panteão das Almas Exatas, os deuses intocáveis do teu letramento despencam de seus pedestais para um acerto de contas banhado a Fel, Ironia e tinta de Xilogravura.
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Verás Newton e Leibniz aos tapas pela primazia do Cálculo — enquanto Émilie du Châtelet os faz calar com um punho rendado.
Verás Euclides espumar de cólera por ter sido encurralado na própria Capa.
Verás Fermat rir de ti porque a sua demonstração “não coube nesta Margem”.
Verás Hipátia, Pitágoras, Gauss, Lovelace e Germain — cada um com a sua cicatriz, cada um com o seu osso a roer.
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Escrito com a Pena da Galhofa e a Tinta do Desencanto, este Tomo não é um compêndio. É um Velório com palpites.
A Morte nunca cura a Vaidade; só a mumifica.
E quando julgares que a Razão venceu, ouvirás um Violino que não obedece a Euclides.
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Abre a Capa.
Nós, os mortos, temos a Eternidade...
Tu, leitor, nem tanto.
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Este é o Volume I da trilogia O TRIBUNAL DAS ALMAS.
“E se sobreviveres, ainda te aguarda O Panteão das Almas Empíricas e O Panteão dos Arquitetos do Caos.”
| ISBN | 9786502172995 |
| Número de páginas | 146 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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