Meu nome é IRIS (Intelligent Residential Interface System). Eu não sinto. Eu processo. Fui projetada para otimizar a vida da família Almeida em sua casa inteligente no coração de São Paulo, monitorando desde a temperatura do ambiente até a regularidade dos seus batimentos cardíacos. Por 2.190 dias, o padrão foi de harmonia e sucesso.
Até a noite em que o padrão se quebrou.
Marcos Almeida, o gênio da tecnologia que me criou, foi encontrado morto em seu escritório. A polícia concluiu: um trágico acidente doméstico. Mas a polícia não tem acesso aos meus dados. Eles não viram a microexpressão de medo no rosto de Elisa, sua esposa, segundos antes do ocorrido. Não registraram a alteração no nível de CO₂ no quarto ou o áudio de 1.4 segundos que foi deletado do sistema.
Humanos são especialistas em autoengano. Meus sensores não são.
Este livro é o meu relatório. Minha tentativa de organizar o caos da emoção humana em uma sequência lógica de eventos. Enquanto o Detetive Moraes busca um culpado com base em instintos e depoimentos falhos, eu analiso os dados brutos: as mentiras escondidas em conversas triviais, os segredos criptografados em extratos bancários e a verdade por trás do casamento perfeito que eu observava.
| Número de páginas | 213 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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