Elias Moraes é um arquivista meticuloso que, há décadas, mantém a ordem da Biblioteca Central como quem sustenta o próprio mundo. Para ele, os livros não são janelas, mas estruturas: limites seguros contra o caos da vida, dos afetos interrompidos e das escolhas não resolvidas. Tudo permanece estável até que uma falha mínima surge onde não deveria existir, um espaço que não se fecha, um intervalo que não consta em mapa algum.
Ao atravessar esse desvio invisível, Elias descobre uma biblioteca oculta, formada por livros que não registram o passado, mas possibilidades de vidas, inclusive a sua. Ali, cada volume contém destinos possíveis, futuros alternativos, decisões ainda não tomadas. O saber deixa de ser neutro e passa a interferir. Ler torna-se um ato ético. Conhecer, um risco.
Entre a tentação da onisciência e o peso da responsabilidade, Elias é confrontado por uma figura enigmática que o conduz a um limiar silencioso: até que ponto o conhecimento justifica a perda do acaso, do amor e da liberdade? Quando um livro revela o futuro de sua filha, a escolha deixa de ser abstrata e se torna profundamente humana.
O Arquivista das Sombras é um romance sobre o fascínio e o perigo do saber absoluto, sobre os limites morais da previsão e sobre a delicada fronteira entre guardar e intervir. Uma alegoria metafísica que questiona se conhecer tudo é, de fato, compreender ou apenas perder a capacidade de viver.
| ISBN | 9786501911069 |
| Número de páginas | 161 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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