A energia nuclear carrega consigo uma dualidade intrínseca que a coloca no centro dos maiores debates geopolíticos, ambientais e éticos da modernidade. Ao mesmo tempo que se apresenta como uma tecnologia de base limpa e altamente estável — crucial para a descarbonização da matriz energética global num cenário de crise climática iminente —, ela evoca o medo ancestral da destruição em massa e do legado invisível da radiação. O mesmo átomo que ilumina metrópoles inteiras e alimenta complexos industriais possui a capacidade latente de obliterar a vida humana e condenar territórios ao isolamento por milénios. Compreender a energia nuclear exige, portanto, analisar este delicado equilíbrio entre o progresso técnico e o risco existencial.
| Número de páginas | 50 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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