Vinte e dois dias de sal. Um prisioneiro que não foge. Um diário que sabe demais.
O Persa é o melhor soldado do império, e recebe a missão mais simples da sua vida: atravessar o grande deserto de sal levando um velho monge que não resiste, não foge e não tem medo. Na manhã em que chega para prendê-lo, encontra o chá já servido para dois.
O enviado anterior fez a mesma travessia e nunca voltou. Dele restou um diário, que o Persa lê uma página por noite à luz da fogueira, e que parece saber demais: sobre a rota, sobre o velho, e sobre o próprio homem que o está lendo. A cada noite, o prisioneiro empresta ao guerreiro um nome novo, e cobra-o de volta pela manhã. E no meio do nada, onde não existe testemunha nenhuma, uma voz que ele conhece desde menino escolhe as piores horas para falar.
Este livro tem duas faces, como o deserto tem dia e noite. Na superfície, uma aventura mítica que se lê de um fôlego. Por baixo dela corre um caminho iniciático inteiro, escondido símbolo por símbolo: os vinte e dois dias não são um prazo, são degraus. O leitor comum atravessa o romance sem tropeçar em nada; o leitor dos símbolos reconhece o desenho por inteiro, e entende por que cada coisa acontece no dia em que acontece.
Edição ilustrada, com 26 desenhos a nanquim e mapas que não existem na versão digital.
Do autor de A Sombra do Ouro.
| Número de páginas | 268 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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