Um homem acorda no fundo de uma casa de pedra sem saber o próprio nome. E a casa não guarda segredos: guarda os dele.
Há uma fenda de luz lá no alto, alta demais para ter sido por ali que ele caiu. Há um cão que não o encontrou: estava esperando. E há vinte e duas salas pela frente, cada uma com uma coisa dentro que ele vai reconhecer sem saber de onde. Não há portas em lugar nenhum. Só passagens.
A cada sala, uma lembrança volta um pouco mais inteira, na ordem em que ele pode aguentar. E a viagem é de ida e volta: na descida, um homem desce ao fundo de si sem saber quem é; na subida, atravessa a mesma casa com outros olhos e descobre, pintado nas paredes, o que passou reto sem ver. O caminho é o mesmo. O homem, não.
Aqui dentro estão os 22 Arcanos Maiores e as dez esferas da Árvore da Vida, costurados na própria arquitetura da casa, sem que uma única legenda entregue o mapa, e o caderno do viajante, com as anotações da descida e os versículos da subida.
O Templo Sem Portas é um romance de travessia sobre o que a gente carrega fechado, sobre as portas em que deixamos bater, e sobre a descoberta, tarde demais e ainda a tempo, de que toda tampa se abre por dentro. Para quem ama uma boa história, uma noite de leitura que não solta. Para quem estuda as artes antigas, uma arquitetura inteira embaixo do assoalho, esperando quem sabe ver.
Edição ilustrada, com 26 gravuras e 11 pinturas do autor. Do autor de O Caminho do Persa e A Sombra do Ouro.
| Número de páginas | 266 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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