Umbirana não está em nenhum mapa oficial. E talvez seja melhor assim.
Por décadas, foi Belisário Trupiz quem decidiu, sozinho, quais verdades a cidade podia suportar. Não por vaidade — por ofício. Ele era o Guardião: o homem que sabia exatamente qual mentira contar, na hora certa, para que Umbirana continuasse de pé diante da seca, do descaso oficial e de um segredo grande demais para caber numa cidade pequena.
Quando um totem de "modernização digital" chega à praça sob os risos zombeteiros do povo, ninguém imagina que aquele aparelho ridículo vai puxar o fio de uma trama que dorme há cinquenta anos: quarenta e seis nascentes de água escondidas, laudos falsificados, terras compradas por um punhado de nada e um nome poderoso guardado a sete chaves numa caderneta de fiado.
Quando Belisário morre, o segredo passa para as mãos de quem menos se esperava: um menino de dez anos chamado Tizim, herdeiro de um chapéu grande demais e de uma responsabilidade ainda maior. Entre o riso fácil do sertão e o silêncio pesado dos arquivos, Umbirana vai descobrir que a mentira que a sustentou por gerações também pode ser a chave para finalmente dizer a verdade — na hora certa, para as pessoas certas.
Uma sátira afiada e comovente sobre o Brasil que finge não ver, os pequenos guardiões que sustentam cidades inteiras com histórias emprestadas, e o dia em que a verdade decide, enfim, cobrar a conta.
A verdade corta. A mentira costura.
| ISBN | 9786502138670 |
| Número de páginas | 465 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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