A origem do ser humano tem sido objeto de reflexão tanto da ciência quanto da
teologia. Enquanto a narrativa bíblica apresenta o homem como criado “à
imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26), a tradição cristã reconhece a
existência de uma hierarquia celestial de anjos, alguns dos quais se rebelaram
e foram lançados do céu (Ap 12,7-9). Surge, então, uma questão especulativa:
seria possível que o ser humano, em sua condição ambígua — capaz de
bondade e de perversão —, fosse resultado de uma economia divina de
reconciliação, na qual antigos anjos decaídos recebem uma chance de
regeneração através da encarnação? Esta hipótese, embora não ortodoxa,
encontra ecos simbólicos na literatura e na teologia, e será explorada aqui como
uma via hermenêutica que busca compreender o drama humano à luz de uma
cosmologia espiritual ampliada.
| Número de páginas | 24 |
| Edição | 1 (2025) |
| Idioma | Português |
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