Em uma manhã impossível, o médico Hipócrates desperta metamorfoseado em um enorme inseto. O homem que dedicou a vida a observar, diagnosticar e curar agora está aprisionado num corpo que provoca medo, repulsa e silêncio. Incapaz de exercer a medicina ou de se comunicar como antes, ele acompanha as reações de sua família: a dureza do pai, a ternura da mãe e a inquietação da irmã Melina, a única que procura reconhecer nele alguma humanidade.
Enquanto luta contra a fome, a solidão e a fragilidade de sua nova existência, Hipócrates percebe que sua transformação não atingiu apenas sua aparência. A casa inteira começa a revelar suas feridas, seus segredos e os pactos silenciosos que sustentavam aquela família. Cada cômodo se transforma em um labirinto, cada lembrança abre uma passagem para o inconsciente e cada mito grego retorna como espelho dos desejos, medos e culpas dos personagens.
Entre ecos de Freud, provocações filosóficas e figuras como Ariadne, Orfeu, Narciso, Perséfone e Prometeu, Hipócrates descobre que nem toda monstruosidade está no corpo e que a cura talvez não consista em recuperar a antiga forma, mas em aprender a escutar aquilo que sempre foi rejeitado.
O Juramento do Inseto é um romance poético e inquietante sobre identidade, exclusão, vínculos familiares e transformação. Uma história em que o médico precisa tornar-se estranho para compreender a dor humana — e formular um novo juramento: não abandonar nenhum corpo diante do qual o mundo decidiu fechar a porta.
| Número de páginas | 200 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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