Estou fazendo uma oposição poética entre agentes morais, o genuíno e o ressentido, e afirmando que é só pela experiência elaborada que se talha um sujeito autêntico e senhor de si. A ideia tem o fundamento de que a liberdade só se concretiza quando ela é bancada frente às oposições com que se depara, e que, necessariamente, o Outro vai de encontro a essa exigência de ser livre. Também, a responsabilidade de que disso se extrai, desse embate incessante, não é solipsista, ela pretende uma emancipação humana, porque um espírito talhado e que não nega a vida afirma a diferença e entende o exercício daquele que se projeta no mundo com genuinidade. A contraposição é estabelecida frente àqueles que, resignados na pobreza do espírito, amansados por uma lógica voraz que suga as suas vontades, arrefecidos na covardia moral, posicionam-se na vida a partir da tentativa de conservar um estado de coisas apoucado e doentio e que, mesmo com tamanha evidência, defendem o status quo decadente. Mas isso só pode ocorrer por medo ou por um apavoramento diante de uma rejeição social daquela mesma canalha que se assemelha com a sua condição rasa, acrítica e não elaborada, que forma um corpo homogêneo e nivelado pela mediocridade.
| Número de páginas | 23 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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