Marcos Alencar não tem mais nada a perder.
Aos 42 anos, engenheiro civil, divorciado, sem filhos, com a mãe em um asilo que já não o reconhece e o pai morto há cinco anos, ele encara a descida de um rio desconhecido na Patagônia como mais um dia qualquer. A placa parcialmente coberta por mato diz apenas: Rota para o Beijo. Ele acha poético. Não sabe que o nome completo é Rota do Beijo da Morte.
O que começa como uma aventura tranquila se transforma em um pesadelo quando uma avalanche desencadeia uma enxurrada violenta. O rio calmo vira um touro de espuma e pedras. Sem margens para escapar, com as mãos destruídas, a costela quebrada e o rádio no volume baixo — ignorando os alertas da equipe de apoio —, Marcos é arrastado em direção a uma cachoeira de 120 metros.
Faltam cem metros. Depois noventa. Depois apenas um.
No último metro, entre cair e lutar, ele toma uma decisão que nenhum manual de sobrevivência ensina. Uma escolha que mudará não apenas o final da queda, mas toda a sua vida.
Esta é uma história realista e visceral sobre um homem que já havia desistido de viver — e descobre, no limite do abismo, que o coração ainda bate.
| Número de páginas | 0 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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