O que resta de um reino quando o próprio conceito de poder começa a apodrecer?
Com a morte de Coel Hen — o rei que unificou o norte da Britânia sobre os escombros da autoridade romana — não nasce uma crise. Ela apenas se torna visível. O que se segue não é uma disputa heroica por um trono, mas a lenta decomposição de um mundo que já não consegue sustentar suas próprias estruturas.
Em Os Herdeiros de Coel Hen, quatro filhos disputam não apenas territórios, mas versões incompatíveis de legitimidade. O primogênito busca manter a aparência de continuidade; o segundo aposta na força como única linguagem compreensível; o terceiro observa, calcula e posterga; a filha, silenciosa, compreende antes de todos que o verdadeiro poder não reside na espada, mas na memória — e nos registros que a moldam.
Enquanto cercos se prolongam, a fome se espalha e a peste corrói corpos e certezas, o reino deixa de ser um espaço governável e se transforma em um campo de sobrevivência fragmentada. Deuses são invocados, rituais ressurgem, missionários disputam sentidos — mas nenhuma crença consegue restaurar o que já se quebrou por dentro.
Este não é um romance sobre conquistas, batalhas gloriosas ou redenção. É uma crônica do colapso: de instituições, de símbolos, de famílias e da própria ideia de herança.
Sombrio, denso e implacável, Os Herdeiros de Coel Hen é um romance histórico para leitores que buscam mais do que entretenimento — uma narrativa que investiga o que acontece quando o poder persist
| ISBN | 9798242464483 |
| Número de páginas | 187 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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