A dramaturgia de Valdir Ray Rodrigues não é lugar para mornidões ou meias-palavras. Reunir as obras que compõem este volume é mergulhar em um universo onde o palco se transforma em um laboratório da condição humana, operando sob a égide do Neo-Romantismo, movimento concebido pelo autor em 2002 que resgata o direito ao exagero, à hipérbole e à emoção visceral como ferramentas legítimas de denúncia e existência.
O autor assim nos conduz por três peças teatrais distintas, mas umbilicalmente ligados pela busca da verdade através do excesso.
Em Malas a Estibordo, é nos paresentado o riso como lente e resistência ao memso que somos lançados ao mar de uma comédia alegórica. O navio, microcosmo da sociedade, torna-se o palco para uma farsa necessária. Aqui, o autor utiliza o grotesco e o ridículo não apenas para o entretenimento, mas como armas afiadas contra o autoritarismo e a obediência cega. É um diálogo vibrante com a commedia dell’arte e o teatro popular, onde o riso é o último baluarte da sobrevivência diante do poder absoluto.
A jornada prossegue com a densidade de Quando Eu Morrer... Quem Vai Chorar Por Mim?. Nesta obra, o Neo-Romantismo atinge seu ápice lírico e trágico. O texto expõe as vísceras do artista esmagado pela engrenagem social, pela miséria e pelo abandono. Não há suavização, a dor é exposta em carne viva, transformando o delírio em linguagem e o lamento em um retrato cru da indiferença humana.
Por fim, Almas Entrelaçadas nos retira do mar e da marginalidade
| ISBN | 9786554804677 |
| Número de páginas | 96 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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