Vivemos cercados por sons. Motores que rugem, celu-lares que vibram, propagandas que gritam, pensamentos que não se calam. Tudo parece querer ser ouvido, notado, com-partilhado — o tempo todo. Mas, entre um ruído e outro, há espaços que ninguém percebe. Pequenos intervalos de calma, de contemplação, de silêncio.
E é nesses intervalos que este livro mora.
Silêncios Urbanos não fala do silêncio absoluto, por-que talvez ele nem exista em cidades como as nossas. Mas fala dos silêncios que resistem: o silêncio entre duas frases ditas com cuidado; o que paira sobre um olhar que não sabe se é saudade ou ternura; o que se sente ao atravessar uma rua vazia numa segunda-feira chuvosa.
Este livro foi escrito a partir da escuta atenta do que geralmente passa despercebido. Nas crônicas que seguem, você vai encontrar janelas abertas, passos lentos, mãos que se tocam sem palavras, e cenas que duram pouco — mas dei-xam rastros. Não se trata de grandes acontecimentos, mas de instantes que, por alguma razão, permaneceram. E disseram muito, mesmo sem fazer barulho.
Porque, no fundo, o que nos transforma raramente vem em voz alta. Vem sutil. Quase mudo. E é por isso que merece ser escutado.
Seja bem-vindo a este passeio silencioso. As ruas são as mesmas. Mas talvez, hoje, você as veja de outro jeito.
| Número de páginas | 129 |
| Edição | 1 (2024) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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