Sendo um poeta bipolar, tenho a arte como uma terapia ocupacional, podendo exercê-la de forma tão compulsiva que escrevo vários livros por mês. Esta arte é muito neurótica, pois demonstro, nas entrelinhas, sua linguagem absurda na imprudência da lógica desavisada. Este meu volume, em particular, demonstra toda a agilidade e a sagacidade em criar o inusitado. Não quero ser um presunçoso em qualificar o meu trabalho numa quimera inalcançável, mas posso afirmar que percebo esta sua metamorfose cotidiana excepcional, tanto que eu saberei atingir o inatingível na literatura brasileira. E a crítica que me perdoe, mas estou acima das avaliações. Esta obra, em particular, está dividida em cinco partes com, exatamente, trinta poemas cada uma, totalizando em cento e cinquenta sônicos. E o seu lindo título, uma metáfora, para mim, apaixonante e muito singular. Sendo suspeito para somente opinar, acrescento a magia transcendente e irreal neste escrito aprazível de ser lido e relido quantas vezes se fizer necessário.
FERNANDO PELLISOLI
| Número de páginas | 100 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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