VERTIGENS DA NOITE Entre cenários pontuados por distorções, conversas exaltadas, cortadas por ações desvairadas na madrugada, este romance de Malbersu Naguib mergulha numa história em que o excesso e a razão se enfrentam sem trégua. Uma vocalista e guitarrista do hard rock, figura central de uma cena musical marcada pela transgressão, cruza seu destino com o de um policial atormentado e um oficial da Força Aérea moldado pela disciplina e pela obediência hierárquica.
O ponto de ignição é uma noite-limite: uma orgia ritualizada, carregada de tensão simbólica, desejo e vertigem moral, que culmina em um crime bárbaro. A partir desse acontecimento, a narrativa se fragmenta em vozes, memórias e interrogatórios — não apenas policiais, mas filosóficos. O que é culpa? Onde termina o desejo e começa a violência? Existe redenção para quem atravessa o abismo conscientemente?
A música surge como linguagem paralela à filosofia: riffs, letras e silêncios funcionam como ensaios existenciais, enquanto Nietzsche, o niilismo contemporâneo e a ética do poder atravessam as reflexões dos personagens. Cada um deles carrega uma forma distinta de fé — na arte, no prazer, na ousadia — e todos falham ao tentar sustentá-la intacta.
Com uma prosa densa e provocadora, o livro propõe mais do que uma trama policial ou um retrato de excessos: é uma investigação sobre o corpo, a autoridade e o pensamento quando colocados à prova em seu ponto máximo de tensão.
| Número de páginas | 103 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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