Vozes do Deserto

Por Zarif Khalid

Código do livro: 782116

Categorias

Psicologia, Poesia, Literatura Nacional, Filosofia, Ficção

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Sinopse

Nas páginas de Vozes do Deserto, Zarif Khalid conduz o leitor por uma travessia espiritual através do vazio, onde cada metáfora é uma lâmina que rasga as certezas e revela o osso cru da existência. Este não é um livro para quem busca conforto, mas para quem deseja confrontar as sombras que habitam o silêncio.

Entre versos que ecoam como preces antigas e imagens que incendeiam a alma, o autor explora temas como o poder corrosivo do desejo, a anatomia da solidão e a beleza oculta nas cicatrizes. A morte, o tempo e o amor surgem como espelhos fragmentados, refletindo verdades que apenas o deserto interior pode ensinar.

Nesta obra, o leitor não apenas lê — é lido. Cada palavra ressoa como um eco do próprio ser, convidando a uma viagem sem retorno pelas dunas do que não foi dito. Ao final da jornada, o deserto revela seu segredo: não há horizonte a alcançar, apenas a descoberta de que, sob o véu da ilusão, pulsa o infinito.

Ler Vozes do Deserto é aceitar o desafio de escavar a própria existência, arrancando as camadas de convenção que encobrem a essência. Não há promessas de redenção, mas a possibilidade de compreender que, mesmo no mais árido dos vazios, existe um eco capaz de ressignificar a própria travessia.

Características

ISBN 9786501347042
Número de páginas 212
Edição 1 (2025)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Idioma Português

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Zarif Khalid

(São Borja-RS, 1974) é um ferreiro de palavras e exilado voluntário do espetáculo contemporâneo. Recluso por natureza e incendiário por vocação, forja sua literatura nas brasas do silêncio e da dúvida primordial. Escreve como quem atravessa ruínas com os pés descalços — sem pressa, sem escudo, sem concessões. Sua obra é um duelo entre o verbo e o abismo.

Sua escrita — comparada a um cruzamento entre Nietzsche e Fernando Pessoa em um beco mal iluminado pela consciência — é uma cirurgia sem anestesia na alma do mundo. Cada texto é o desmonte minucioso de uma realidade falsificada: Roballo escreve como quem abre um relógio para encontrar, não os ponteiros, mas o vazio que os move. Seus versos são cinzéis. Seus ensaios, labirintos. Cada linha é uma ferida que pensa.

Vive em Porto Alegre-RS, cercado por livros gastos, cadernos manchados e um laptop antigo — arma e espelho — onde escreve como quem afia uma lâmina invisível. Não concede entrevistas. Não frequenta saraus. Sua biografia é uma página em branco selada com sangue seco — e é exatamente assim que prefere habitar o mundo: como uma interrogação encarnada, um exílio que fala, um eco vindo das zonas inomináveis do ser.

Poeta, ensaísta e jornalista, Roballo funde a delicadeza lírica com a precisão analítica de um bisturi. Bacharel em Comunicação Social pelo Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), é Especialista em Jornalismo Político pela Universidade Gama Filho (Brasília-DF) e Especialista em Comunicação e Marketing (Unigran). Essa tríade formativa aguça seu olhar: carrega a frieza de quem decifra as engrenagens do poder — e no coração, o ardor de quem ainda ousa acreditar no mistério.

Influenciado por titãs como Nietzsche, Schopenhauer, Pessoa, Rumi, Osho, Dostoiévski, Baudelaire e Sylvia Plath, sua escrita é um sismo interior: não consola, não distrai, não embeleza — desnuda. Com uma linguagem densa, hipnótica e filosófica, seus textos atravessam os temas centrais da condição humana: a efemeridade do tempo, a ilusão da identidade, o anseio pela transcendência e a inquietação diante do absurdo.

Ao longo de sua trajetória, criou uma constelação de heterônimos — Ícaro Severiano, Aurélio Salvatore, Baltazar Orion, Eliade Constâncio, Leônidas Fausto, Gonçalo Bragança, Zarif Khalid e Heitor Souto-Maior — vozes múltiplas que encarnam suas diversas vertentes: o místico, o rebelde, o trágico, o visionário, o errante. Cada um deles é uma fenda na máscara do autor — ou talvez, o próprio autor multiplicado em espelhos estilhaçados.

Mais do que um escritor, Davi Roballo é uma inquietação literária que se arrasta, pulsa e persiste. Sua obra não se lê: atravessa-se. Em tempos de superfície, sua palavra é vertigem. Em tempos de ruído, seu silêncio grita.

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