Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua
experiência em nossos serviços. Ao utilizar nossos serviços, você
concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossa
Política de Privacidade.
Durante anos, perguntei a Deus quem era — não por curiosidade, mas para sobreviver. Ela conheceu o medo que habita o corpo e a alma, o medo que confunde amor com controle e obriga a viver em alerta constante. Ainda assim, algo nela permaneceu intacto: uma centelha que não se apagou, mesmo em meio às sombras.
O silêncio de Deus não foi ausência, mas gestação. Com o tempo, o medo perdeu força, o deserto cumpriu sua função e, em um momento maduro, a resposta veio — do céu, no encontro: “Você é a expressão do amor. Não é vítima, é sobrevivente.” Então compreendi a diferença: a vítima se define pelo que perdeu; a sobrevivente, pelo que preservou. Eu não fui poupada da dor, mas preservei a essência. Aprendi que viver reagindo cansa a alma.
Quando parei de lutar contra o vento, comecei a emanar consciência. Não corri mais atrás das borboletas. Cuidei do que era meu. Preparei o solo. Respeitei o tempo. E foi assim, em silêncio, que me tornei jardim.
O amor deixou de caminhar de mãos dadas com o medo. Aprendeu a respirar sozinho.
A Fênix não negou o fogo — acolheu as cinzas e fez delas chão fértil. Quando reconheci quem eu era, o mundo, em silêncio, se reorganizou ao meu redor.
Selos de reconhecimento
Biografia bem definida Sua página biográfica tem foto e um texto com pelo menos 300 caracteres sobre o autor