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Conhecido como Poeta do Horizonte, faz muitos anos que escrevo com o vento perpetuando uma poesia que ainda quer resistir e transformar, transmutar, transvalorar a Alma daquele que se aventura a perpassar essas letras do Horizonte. O Horizonte é símbolo da distância, de onde miramos a caminhada e caminhamos sem nunca alcançar, por isso minhas poesias refletem uma busca eterna, que nunca se alcança, uma poesia que diz de si mesma como uma distância, algo longínquo e que diz desse algo em nós que é inexprimível e no entanto, necessariamente o que somos por excelência. As poesias do Horizonte dizem do Ser que é aquilo para o qual caminhamos todos os dias e nunca alcançamos, eis aí o Mistério último de quem resolveu escrever o impossível, com a certeza de que apenas sera o resvalar, uma brisa, da essência do Vento... Eis aí um pedaço do que é possível dizer de mim, se é que algo foi dito necessariamente...
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