Antonio Carlos Pinto

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Sobre o autor

Antonio Carlos Pinto nasceu em 1983, em Maranguape, Ceará. Mudou-se para Fortaleza aos sete anos. Autodidata, aproximou-se cedo da literatura, da filosofia e dos estudos de fronteira — cosmologia especulativa, cosmogonia, física quântica. Também é pintor.

Durante anos, permaneceu longe da exposição pública, escrevendo em silêncio e desenvolvendo teorias próprias sobre consciência, existência e universo: a Teoria da Gravidade Inversa, o Multiverso Clínico Repulsivo (MCR) e os Axiomáticos do Super Universo.

Criou o estilo Sombroespério Acessível Profundo — fusão de densidade lírica gótico-romântica, urgência adolescente visceral e dialogismo existencial implacável. Influenciado por Shakespeare, Emily Brontë, Dostoiévski e Stephenie Meyer. Não escreve "ficção fantasia" como gênero vazio: cada elemento sobrenatural espelha opressão real, luto real, resistência real. A fantasia é o navio; as vozes silenciadas, o cargo.

Após quase uma década de silêncio criativo, retornou em 2023 com novos projetos literários, incluindo Élia of Gareth, obra que alcançou leitores no Reino Unido e na Alemanha.

Sua trajetória amorosa tornou-se parte inseparável de sua identidade artística. Houve Angela, primeiro amor — dois anos em que o amor não resistiu ao peso do mundo. Depois Cristina, tímida no início, mas intensa o suficiente para transformar um breve encontro em algo permanente: em 2005 nasceu Mateus. Mais tarde veio Darlene, entre 2010 e 2013, relação que trouxe Lara. Paralelamente, Maria Deuziene ocupou o espaço mais longo e contraditório de sua vida: começou como amante no silêncio e tornou-se esposa durante treze anos, período em que Antonio descreveu a si mesmo como “um fantasma dentro da própria casa”.

Em 2020, a perda de Mateus aos quinze anos alterou profundamente sua percepção da existência, da fé e da linguagem. Em 2023, separou-se de Deuziene — não pela ausência de amor, mas pela ausência de lugar onde ambos ainda coubessem. Já em 2026, viveu uma relação breve com Eloíta Vieira Lima, de janeiro a maio. Quatro meses que não prometeram cura, mas devolveram ao autor algo que julgava perdido: a sensação de ainda poder ser visto por alguém.

Hoje, permanece distante de excessos públicos, concentrado em expandir seu universo literário e filosófico para sua mais nova obra-prima.
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