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Bruno Collaço nasceu em Angola, em 1973, e cresceu entre as culturas angolana, portuguesa e brasileira.
É biólogo e mestre em Psicobiologia, com mais de vinte e seis anos dedicados ao ensino universitário e de formação base.
No Brasil, percorreu diversos estados, por reservas biológicas e pequenas cidades peculiares, envolvido em trabalhos de biologia, desenvolvimento ambiental e investigação científica, passou por uma Universidade Federal, onde sempre privilegiou aulas e atividades de campo, coordenou um curso de Biologia e trabalhou como taxidermista num Museu de História Natural.
Quando retornou a Portugal, fez questão de conhecer o país de norte a sul em detalhe, incluindo as zonas de fronteira com Espanha.
Essa vida itinerante, e o contacto direto com comunidades tradicionais e indígenas de todos os lugares por onde passou, reconfigurou a sua compreensão sobre memória coletiva e diversidade, e moldou a atenção com que hoje observa o mundo, um olhar treinado, primeiro, a decifrar o que os organismos vivos escondem, e que um dia se voltaria, inevitavelmente, para o que as pessoas e os países também escondem.
Atualmente colabora com o blogue "O Caminho do Universo" e é fundador e narrador dos podcasts "Consciência Evolutiva" e "Era uma vez o Mundo", além de participar em projetos literários coletivos como as antologias "Alma Latina Volume 7" e "Isto de Ser Português" (Editora Cordel D'Prata).
Escreveu e criou histórias a vida inteira, ainda que nunca de forma sistemática para a área literária, pois a produção que publicou até hoje pertencia ao campo científico.
Foi esse mesmo instinto de observador, o de quem sabe que o silêncio também é dado, também é sintoma, que o levou a estrear-se na ficção aos 52 anos com "A Escrivã de Memórias", um romance que revisita um período conturbado da história portuguesa através do olhar atento de uma criança, com o fado como pano de fundo introspetivo de um país que aprendeu a calar-se em música.
Outras histórias aguardam ainda o seu momento, incluindo um conjunto de narrativas infantis em preparação.
«A escrita surge da necessidade de equilíbrio, do rigor da observação científica, como base para traduzir a profundidade da experiência humana.»