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Daniella Borghi é brasileira, mas sua vida nunca coube inteiramente dentro de um único país. Ao longo dos anos, construiu casa e memória em lugares tão distintos quanto a África do Sul, a França e a Suíça, sempre carregando consigo a mesma curiosidade atenta pelas pessoas e pelas histórias que elas guardam em silêncio. Foi enquanto morava em Barcelona, entre ruas antigas e jardins escondidos atrás de portas sem placa, que este livro começou a nascer — mas a grande inspiração veio, precisamente, de Cadaqués, sua cidade favorita no mundo inteiro, o mesmo lugar onde mais amou nadar, entre as águas claras do Mediterrâneo e as pedras brancas da costa catalã.
Tem cinquenta e três anos, e vive hoje ao lado de Sofia, Nicolas e Diego, os três filhos a quem dedica cada página desta história — os mesmos que, sem saber, emprestaram-lhe a paciência e a ternura necessárias para escrever sobre fraturas, silêncios e segundas chances. Apaixonada por nadar e pela arte de transformar momentos simples em experiências extraordinárias, Daniella é, antes de tudo, uma mulher sensível, apaixonada por histórias e por tudo aquilo que elas revelam sobre o coração humano quando alguém, finalmente, tem coragem de contá-las em voz alta.