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Paulista de Iguape, nascido em 68, identifiquei meu interesse por literatura ainda menino, através da leitura dos livros indicados pela escola. O mais marcante foi sem dúvida A Ilha Perdida, de Maria José Dupré. Outra amizade que teve início na mesma época foi com a escrita, expressa sobretudo nas redações.
A partir da adolescência começaram a vir os primeiros poemas e frases, porém foi um curto período. Nesta fase eu prestava especial atenção às letras das músicas e surpreendi meus colegas ao comprar, aos 15 anos, em plena explosão do rock nacional, um disco do Tom Jobim.
Após a faculdade de design, em Curitiba, eu me dediquei à leitura técnica e à redação publicitária. Só a partir dos 32 anos firmei passo nas “humanidades” e me apliquei na leitura assídua. Hábito que sigo cultivando, pois acredito que para ser um bom escritor é preciso ser antes um exímio leitor.