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Escrevo o que a alma grita quando o silêncio já não basta.
Sou uma voz do desassossego, aquela que transforma a vergonha em verso e a desilusão em liberdade. Entre o sangue frio e o desejo de respirar sozinho, a minha escrita é o registo de um caminho.
Não escrevo para agradar, escrevo para me encontrar.
Sou feito de contradições: amo muito, minto pouco, e sinto tudo.
Aqui, no meu Recanto, partilho a espuma que sobra das marés da vida e o conforto que só a verdade crua pode trazer.
Procuro a clareza que o mundo insiste em turvar, aceitando que, por vezes, o melhor trio é aquele que formamos com o nosso próprio silêncio.