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Comecei a escrever poemas para transformar dores em beleza. Gosto de encontrar poesia nas coisas improváveis e nos detalhes. Nasci em Goiás, mas achei a poesia no litoral. Sou nostálgica das manhãs frias e cachoeiras da minha terra natal, das pedras de giz e argila beirando os rios, brinquedos vivos e fragmentos da minha curta infância feliz. Na natureza complexa e contraditória da existência encontrei a morada poética vivente em mim, um espelho de belezas, uma nascente de descobertas onde desbravo verdades testemunhadas pela minha consciência e as compartilho, unindo minha arte alquímica às sacralidades do mundo.