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Irineu Fulcanelli há muito não carrega um corpo, um nome ou conceito. Ainda dentro dos limites da compreensão e do entendimento, se parece com a luz que se persegue sem se alcançar. O ser que deixou de ser para estar na distância perfeita de cada um, pois o caminho da luz é iluminar e não ser alcançado. É aquele ser que só é encontrado quando não é procurado, mas quanto tempo e riqueza se têm gastado numa perseguição inútil para encontrar esse ser cujo poder é pleno e ilimitado. É ele o tradutor do céu na terra e a essência da grande obra. É ele a genial habilidade da transformação essencial inerente a cada um. Por isso essa atração incompreensível e essa tentativa de o trazer para um encontro que permita um diálogo palatável. Parece que o seu segredo só será resolvido quando o concreto se tornar sutil e, ao invés de trazê-lo para o visível, entrar-se no invisível onde ele está. De qualquer forma, ainda não há nada a dizer e, sim, a compreender. O texto que é trazido parece assim se expressar. Acredito na sanidade do louco que não só o entenderá como se identificará com ele. Também acredito no contraditório, cujo peso o coloca no absurdo. Um absurdo que alimenta o ser sequioso.