Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua
experiência em nossos serviços. Ao utilizar nossos serviços, você
concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossa
Política de Privacidade.
Nasci no interior do Rio Grande do Norte com vontade de ganhar o mundo. Como a realidade era pequena demais, fugi primeiro pelos livros. Boa aluna até a página dois — depois disso, virei especialista em observar gente, falhas humanas e incoerências sociais.
Sempre fui boa ouvinte. Mesmo quando ninguém me chama para a conversa. Mesmo quando o assunto não é da minha conta. Mesmo quando claramente não fui convidada. Sim, isso significa que escuto conversas alheias desde sempre — e não peço desculpas por isso.
Histórias reais me excitam intelectualmente. Quando a conversa dá errado, é interrompida ou termina pela metade, todo o resto eu invento. Sem pedir permissão à verdade. A partir daí, a história deixa de ser sua… e passa a ser minha. Contada sob o meu ponto de vista — o que provavelmente vai lhe causar algum desconforto existencial.
Meu conselho é simples e cruel:
Se é segredo, não fale em público.
Existe sempre alguém ouvindo. E às vezes sou eu. E eu escrevo.
Escrevo com sarcasmo embutido, certa crueldade poética e uma franqueza incômoda. Não conto fábulas, conto pessoas. Não descrevo flores — descrevo espinhos. Escrevo porque gosto. Porque posso. E porque ainda é mais barato que terapia.
Entre crônicas, textos e romances, transformo vidas comuns em literatura indigesta. Não prometo conforto, prometo verdades tortas e espelhos difíceis. Se você quer carinho, procure um travesseiro. Se quer literatura de verdade, sente e leia.
Observação: “Não escrevo personagens. Escrevo gente. E gente não é confortável.”