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Desde que me conheço por gente escrevo histórias de vários tipos, mas sempre com um pé no terror e na ficção científica. Apaixonado pelos vampiros de Christopher Lee e Jornada nas Estrelas, cresci também desenhando muito (não que eu desenhasse muito bem).
Por volta dos 16 ou 17 anos conheci o primeiro computador de verdade (os outros não contavam) e me apaixonei pela computação gráfica, me dedicando a esta área da informática, mas sempre voltado ao desenho e ilustração.
Os textos sempre inacabados começaram realmente a tomar forma quando descobri ser portador do Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) aos 40 anos de idade, e isto me fez entender como minha cabeça realmente funcionava, permitindo que aos poucos eu conseguisse me organizar e começasse a terminar tudo que havia deixado para trás.
Este livro é uma prova de todas essas mudanças que estou passando para aprender a conviver com esta síndrome, que na realidade não tem cura e sim paliativos.
Terminar este pequeno livro foi uma tarefa árdua que durou anos, mas que mostra que podemos superar sempre nossos limites e que nunca é tarde para se terminar algo que começamos tão cedo.