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Há pouco mais de uma década, formalizei uma nova abordagem para a minha vida: a de ser autêntica e me tratar com amor e respeito. Busquei aprofundamento na Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional e no Mestrado em Educação. Cursos de vários segmentos, aos quais, embasavam-se em terapias de imersão e contato com a natureza.
Agregar os quatro elementos, juntamente com o sol e a lua, observando-me nas emoções, sentimentos, corpo físico e a espiritualidade, em cada estação da lua, coletando meu sangramento e plantando na Terra, sentindo-me pertencente, comecei a compreender das crenças limitantes e ir aos poucos me libertando neste processo.
As mulheres que sofrem caladas para agradar aos parceiros e serem aceitas no social, aqui relato várias dicas de libertação, feitas por mim, até me reconhecer no feminino ferido e, não mais ter medo e vergonha de ser feliz na minha sexualidade, nem mesmo culpar o outro pelas minhas fraquezas.
Recolher-me no EU, e dar conta de mim, foi um dos acertos mais lindos da minha construção humana. Hoje, ao fechar os olhos, consigo sentir a vida de forma plena e colorida, seja em qual for a situação, pois me libertei das memórias e reconheço meu feminino e masculino presentes neste corpo físico, os quais eram adormecidos pela minha vergonha.
A partir da história real vivida, manifesto vários caminhos para quem quiser se libertar de palavras “duras” ouvidas e registradas como verdade, vindo a sentir-se pequena e menos mulher, perante outras irmãs de alma. Ao me colocar frente a frente, fui me despindo e me reconhecendo como humana.
Clarear as virtudes e as qualidades subjetivas e entender dos sentimentos ruins e culposos, foi o primeiro “clarão” para despertar. Conhecendo meu passado e abraçando com olhos de amor e compreensão, tudo foi se transformando e me libertei das traições, da rejeição, do abandono,
da humilhação e das injustiças vividas. Agora eu decido! Me acolho primeiro.