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Inspiração...
Nunca entendi bem como funciona esse lance de inspiração. O pouco que sei é que quando menos se espera ela aparece. Normalmente é em meio a uma tristeza imensurável ou uma alegria transbordante, sei lá.
Sendo poeta, concluo que coração de poeta vive de contentamento ou de total desolação.
Não busco lógicas, fujo de coisas palpáveis, firmo minhas ideias no abstrato e é assim que tenho êxito.
Nunca escolho sobre o que escrever, afinal, meu lado poeta não detém este poder.
Sempre gostei de escrever à noite, nas horas de silêncio enxergo melhor minha alma; olhando para dentro de mim, às vezes, esbarro com a inspiração.
Improvisar é preciso, não existe hora certa para se escrever, e assim, escrevo em rascunhos dos mais variados, seja um pedaço de jornal, papel de pão ou até na tela do celular. Onde escrevo é o que menos importa, pois se não o fizer, corro o risco de jamais resgatar aquele momento no tempo, em que a inspiração quis me presentear com algo essencialmente novo, não importando se culminará ou não num lindo e bem acabado livro.
Moisés Reis