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Nascida na cidade de São Paulo, egressa da periferia da zona sul e residente no bairro central de Santa Cecília desde a adolescência, Trícia Macedo considera-se não uma "Santa Cecilier", mas sim uma versão feminina e brasileira de Charles Bukowski: fala da vida comum, de pessoas comuns e marginalizadas, sem títulos importantes ou notoriedade. Marcada por infinitos relacionamentos fracassados, conflitos, traumas diversos, escolhas equivocadas, humilhações e azares do destino, atirou-se à literatura como uma maneira de não enlouquecer, numa última tentativa desesperada de sobrevivência emocional, imersa num ambiente hostil e tóxico, retrato da sociedade do novo milênio. Recebeu forte influência da teledramaturgia durante a infância e início da adolescência, sendo as tramas de Janete Clair, Gilberto Braga e Dias Gomes suas preferidas. Seu romance de estreia possui múltiplos temas sociais e um estilo que mescla novela, teatro e romance.