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Desde a infância, Rafael Duarte Silva alimentava o desejo de escrever obras literárias — um sonho que ganhou nova intensidade quando, ainda jovem, leu pela primeira vez “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez. A possibilidade de criar, por meio das palavras, uma cidade imaginária povoada por personagens marcantes e acontecimentos extraordinários revelou-se, para ele, uma poderosa forma de dar vazão aos seus impulsos criativos. Mas por onde começar? A resposta surgiu inesperadamente. Das janelas de sua sala de trabalho na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Rafael acompanhou as manifestações populares que tomaram Brasília em 2013. Desde então, os acontecimentos políticos e sociais que marcaram o país passaram a lhe oferecer um fio condutor: o Brasil é uma terra de contrastes, habitada por personagens singulares e marcada por episódios em que muitas vezes se torna difícil distinguir o que é realidade e o que é ficção. É dessa percepção que nascem suas obras, formadas por personagens improváveis e eventos extraordinários, onde os limites entre o real e o fantástico se dissolvem: assim como no Brasil.
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