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Thiago de Azevedo Moreira é enfermeiro, empreendedor, pai e idealizador da LEGATUM, projeto que nasceu de uma inquietação simples e profunda: o que permanecerá de nós quando não estivermos mais aqui?
Ao longo de sua trajetória profissional na saúde, especialmente em unidades de terapia intensiva e hemodiálise, Thiago esteve muito próximo da fragilidade da vida. Acompanhou pacientes e famílias em momentos de esperança, recuperação, despedida e luto. Essas experiências o fizeram perceber que uma vida não pode ser resumida às datas de nascimento e morte.
Mas foi dentro da própria família que essa percepção ganhou ainda mais força.
Ao buscar documentos, fotografias e histórias de seus antepassados, Thiago descobriu que muitas memórias importantes estavam espalhadas entre pessoas, gavetas e lembranças. O reencontro da família com sua tia Antônia, depois de décadas de distanciamento, mostrou-lhe algo ainda maior: preservar um legado não significa apenas lembrar de quem morreu. Significa perguntar, ouvir, registrar e aproximar enquanto ainda há tempo.
Pai de Luiz Eduardo e Matheus, esposo de Regiane e profundamente ligado à família e à fé cristã, Thiago passou a enxergar o legado não somente como aquilo que alguém deixa em bens, mas como aquilo que transmite às próximas gerações — valores, histórias, ensinamentos, fé, amor e exemplos. Esse sentido mais amplo também corresponde ao uso figurado da própria palavra “legado”: aquilo que é transmitido às gerações seguintes.
Dessa visão nasceu a LEGATUM e, posteriormente, este livro.
Thiago não se apresenta como alguém que encontrou todas as respostas. Pelo contrário. Escreve como alguém que começou a fazer perguntas sobre sua própria história e descobriu que algumas delas não poderiam mais ser respondidas.
Por isso, sua mensagem é também um convite:
perguntar enquanto ainda dá tempo.
Mais do que falar sobre a morte, Thiago deseja provocar uma reflexão sobre a vida — sobre quem veio antes de nós, quem caminha conosco hoje e aquilo que estamos construindo para aqueles que virão depois.
Para ele, legado não começa quando uma pessoa parte.
Legado começa enquanto estamos vivos.
E essa convicção pode ser resumida na frase que se tornou a essência da LEGATUM:
“Quem é lembrado nunca morre.”
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