Matera não foi erguida em direção ao céu. Foi escavada para dentro, no peito escuro da rocha.
Neste quarto volume de M. Meirelles, a biografia de um dos mais extraordinários organismos minerais do sul da Itália é despida até a caliça. Das cavernas pré-históricas abertas no desfiladeiro da Gravina ao engenho camponês que aprendeu a domar a gravidade para capturar a chuva; do silêncio místico dos santos bizantinos ao horror dos anos cinquenta, quando os Sassi foram esvaziados e tratados como a vergonha de um país que escondia sob a pedra a fome, o tifo e a miséria.
Caminhar por estes poemas é atravessar a cicatriz de uma cidade-fantasma que renasceu do abandono, enfrentou o gesso do progresso e voltou ao mundo sob as lentes do cinema e o reconhecimento da UNESCO.
Uma crônica histórica em versos sobre uma cidade onde a pobreza extrema não apagou a memória, e onde a pedra transformou sofrimento, fé, sobrevivência e resistência em eternidade.
| Número de páginas | 115 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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