A ditadura terminou em 1985. Mas o medo terminou com ela?
Durante vinte e um anos, o Brasil viveu sob censura, perseguição política, prisões, tortura, mortes e desaparecimentos. Mas a violência de um regime não permanece apenas nos documentos oficiais. Ela entra nas casas, cala conversas, separa famílias, apaga nomes e transforma a espera em uma forma de existência.
A partir de episódios que atravessam o golpe de 1964, o endurecimento do regime, o AI-5, a censura, a repressão, a Guerrilha do Araguaia, a Vala de Perus, os desaparecidos, a anistia e a redemocratização, esta obra percorre uma história feita também de pequenas cenas: o café que esfria sobre a mesa, a janela fechada duas vezes, o telefone que toca no silêncio, a gaveta esvaziada às pressas, a mãe que continua esperando.
Porque uma ditadura não termina completamente quando os quartéis deixam o centro do poder. Restam as perguntas, os nomes, os mortos sem sepultura e as famílias que continuam procurando respostas.
O silêncio pode esconder um crime por algum tempo. A memória, não.
Mas a pergunta é outra: o que ainda sobreviveu dentro do Brasil?
| Número de páginas | 197 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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