Sinto que muito da minha existência foi alicerçado no ato de sonhar. Desde os sonhos mais fantásticos da infância, aos mais singelos da maturidade.
Lembro bem que quando criança sempre transformava o mundo em um reino cheio de encanto, onde tudo poderia ser algo mágico se olhado com mais cuidado. Os campos, o luar, as árvores, os caminhos... eram transformados em cenários e personagens de uma história mística e sem fim.
Agora, já com algum peso dos anos, a vida mostra-se bem mais rígida e fria, e torna-se tão mais difícil encontrar o que ainda fascine e gere o deslumbre antes sentido facilmente pela alma.
Eis que então as mãos vazias decidem tomar o sagrado instrumento, a palavra, para atiçar as brasas adormecidas, mas ainda quentes, da poesia.
O calor não é forte o bastante para reviver o mundo fantástico antes tão bem conhecido, mas permite um sóbrio delírio, um breve retorno para o que se ama, uma nova coloração para uma paisagem que se acinzenta; mesmo que os velhos caminhos não existam mais e novos caminhos precisem ser feitos; mesmo que a realidade seja severa e constantemente nos tente roubar a beleza dos dias.
Estes singelos poemas são então o registro daquilo que se testemunhou durante esse caminhar.
O percurso, repleto de dores, alívios, memórias e esperanças, é traduzido em versos que formam retratos das novas paisagens que se revelam ao seguir por essa estrada, por onde se anda com os pés no chão, mas com o olhar nas estrelas.
| Número de páginas | 84 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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