Gabriel Duarte chega ao Solar dos Ventos com uma missão fria e precisa: auditar, cortar e liquidar. Duzentos e quarenta milhões em dívidas, um império hoteleiro de três gerações à beira do leilão, e um prazo de trinta dias para decidir o que sobra. Não esperava encontrar Maya Linhares, ajoelhada no mármore do saguão, ouvindo o hotel como quem toma o pulso de um corpo adormecido.
A matriarca Helena Valadares os obriga a trabalhar juntos: ele preservando números, ela preservando memória — e diante do conselho, dos credores e de um investidor sorridente demais, fingindo ser uma aliança. Mas o Solar guarda mais do que dívidas. Uma cúpula lacrada há quarenta anos, uma passagem secreta entre dois quartos, um cadeado novo demais para um segredo tão antigo — e, nas profundezas da falésia, uma câmara onde alguém gravou, um a um, os nomes de sessenta e um náufragos que ninguém jamais reclamou.
Enquanto Gabriel aprende a contar outra coisa além de parafusos e rachaduras, e Maya reaprende a confiar depois de uma traição que quase a afundou, os dois se veem no meio de uma corrida contra a maré, contra um herdeiro disposto a tudo por um tesouro de família, e contra o próprio medo de amar algo que pode, a qualquer momento, desabar.
Uma história sobre estruturas — as que sustentam prédios centenários e as que sustentam pessoas.
| Número de páginas | 146 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.