Em um cenário de profunda perda de identidade cristã, a obra “A Higienização do Evangelho” surge como um diagnóstico forense implacável. Ela descortina a farsa de mercado que camufla nossa ruína espiritual, trazendo à luz o fenômeno da anestesia dos púlpitos e a negação coletiva da realidade.
Para compreender o abismo da igreja moderna, é preciso encarar a morte como o espelho de nossa falência espiritual. Sociologicamente, transitamos da "Morte Domada" para a "Morte Interditada". Empurrada para trás das cortinas frias da UTI, medicalizada e maquiada, a morte física virou tabu. Escondemos o fim de nossa biologia para sustentar, na horizontal, a ilusão psicótica de que somos imortais por esforço próprio.
A grande trapaça contemporânea é que essa mesma maquiagem e hospitalização foram aplicadas pela cultura gospel aos pilares do cativeiro: a Lei, o Pecado, a Vontade e Satanás. O púlpito aliou-se ao consumo para transformar a igreja em uma UTI de cuidados paliativos. O homem natural está morto para Deus (nekros), desprovido da plenitude da vida divina (zoe), mas os aparelhos da indústria do entretenimento religioso, os louvores narcisistas e as pregações de autoajuda funcionam como o respirador artificial que mantém o cadáver de Adão "aquecido" na carne, enquanto segue judicialmente sentenciado à ruína.
Este livro é o veredito definitivo: só a co-crucificação liberta o réu.
| Número de páginas | 71 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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