Não foi nos livros da escola que encontrei seus nomes. Não estavam nas páginas oficiais da história, nem nos discursos solenes que exaltam reis e generais. E, no entanto, dezessete homens simples — pescadores de Olhão — ousaram desafiar o oceano e o destino.
Descobri-os quando, em uma viagem a Portugal, passando por Olhão, no Algarve, deparei-me com uma placa inusitada na entrada da cidade:
Aquilo me intrigou: Nos bancos das escolas, nos livros e filmes, de Portugal havia ouvido histórias de seus homens ilustres: De Camões a Vasco da Gama; do Infante Dom Henrique a Fernando Pessoa, tudo eram glórias e incensos. Quem eram, ora pois, estes três pescadores desprovidos de temor?
Os anos se passaram, mas esta intriga continuou reaparecendo nos meus pensamentos e até em meus sonhos. Sentia que havia uma injustiça silenciosa: a coragem deles, tão imensa quanto o Atlântico que atravessaram, permanecia esquecida, apagada pelo tempo.
Só havia uma maneira de repará-la: descobrindo quem eram esses heróis de Olhão.
Assim, como eles se lançaram ao mar, lancei-me eu também nesta aventura.
Escrevo, pois, este livro porque entendo que a história não pertence apenas aos poderosos. Ela também é feita por mãos calejadas, por vozes humildes, por homens que nunca sonharam em ser lembrados. Garrocho, Cabrita, Francisco da Silva e os demais que se lançaram ao mar para levar a boa nova ao Soberano, não buscavam glória; buscavam apenas cumprir um dever. Ao fazê-lo, tornaram-se eternos.
Escrevo p
| ISBN | 9798185478042 |
| Número de páginas | 73 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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