A história da arte brasileira carrega duas figuras centrais que abriram caminho para uma nova sensibilidade estética: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. Geralmente estudadas pela pintura, raramente têm suas escritas analisadas com a mesma atenção dedicada às telas. No entanto, é justamente no manuscrito — esse gesto íntimo, corporal, espontâneo — que podemos encontrar a vibração mais direta do sujeito.
A grafologia funciona, nesse sentido, como uma lente auxiliar: um método interpretativo que observa a escrita como expressão de tendências psíquicas. Não se trata de determinismo, mas de uma leitura possível do modo como a subjetividade se inscreve no gesto gráfico.
A psicanálise, por sua vez, oferece um arcabouço mais profundo: a escrita não apenas expressa um estilo, mas revela modos de lidar com conflitos, desejos, angústias, pulsões e com a própria história do sujeito. O manuscrito é, portanto, um território onde o sujeito escapa de si mesmo — e, ao escapar, deixa rastros.
Este livro propõe um diálogo entre grafologia e psicanálise na comparação entre essas duas artistas. O objetivo não é reduzi-las a diagnósticos, mas ampliar a compreensão de suas singularidades e de como a escrita pode ser vista como campo privilegiado de expressão inconsciente.
| ISBN | 9798198731653 |
| Número de páginas | 144 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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