Mais um dia qualquer, já que para os atendentes não há dia algum. Diferenciações do tempo apenas são contadas em pedidos. Sentam apenas por simbologia, acessam o sistema apenas por conveniência, as coisas são assim. Simplesmente assim.
Mudou quando veio a simulação de contextos, os atendentes ficaram demasiadamente entretidos com alguma sensação de sentido. Talvez por tanto no fundo quererem uma história para chamar de sua.
Era engraçado como alguns andares foram afetados, em outros nem tão engraçado assim, para não dizer assustador. Mas o fato foi que os números numa tela já não eram tão apáticos e aleatórios como de costume, seja a reação que causavam, agora ao menos causavam alguma reação sequer.
Havia para quem isso já não fosse uma novidade, pelos corredores há uma lenda circulando de um atendente que volta e meia empatizava-se com os pedidos antes mesmo da simulação de contexto, como se através de números aparentemente aleatórios em um sistema que não sabia como funcionava surgissem histórias e padrões, padrões e histórias. Pode ser apenas no olhar de quem vê e pode ser apenas em quem vê o olhar.
Número de páginas | 22 |
Edição | 0 (2025) |
Idioma | Português |
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